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domingo, 23 de abril de 2017

A forca do concelho




A forca do concelho

Antes de estar em Mijavelhas, esteve em Cima de Vila e Quebrantões 


O assunto é tétrico mas não deixa de constituir uma página da história do Porto, logo do interesse de quantos se dedicam a vasculhar papéis amarelecidos, na ânsia louvável de tentarem saber um pouco mais acerca desta cidade.  
A mais antiga referência à existência de uma forca no Porto é do ano de 1391. Na ata da sessão camarária do dia 22 de abril daque­le ano, consta que na Rua de Cima de Vila, junto à porta da muralha, estava o cadafalso de madeira "em arruinado estado, prestes a desabar e donde continuamente se furtavam de lá tábuas e pregaria".

Na mesma ata, os edis sugerem uma solu­ção: "para que nem todo desapareça, sém lu­cro para a cidade, a Câmara devia mandar vender a madeira e pregadura a quem mais desse".

Pelos vistos, não devem ter aparecido compradores interessados, porque a 22 de novembro de 1393, dois anos depois, a mes­ma Câmara deliberou oferecer "a madeira e pregaria do cadaffais de Cima de Vila a João Inglês, homem de João de Sinfães, alcaide".

No século XVI, a forca aparece localizada no monte de Quebrantões, em Vila Nova de Gaia, onde em 1538 se começou a construir o mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho da Serra, que agora serve de quar­tel. Antes do mosteiro, houve naquele sítio uma pequena ermida da invocação de S. Ni­colau, que foi demolida para a construção do mosteiro. Era no cume daquele monte, tam­bém chamado da Meijoeira e no adro da re­ferida ermida que "estava a forca onde, do Porto, iam a enforcar os malfeitores".

A fazer fé num compromisso da Santa Casa da Misericórdia do Porto, datado de 1646, neste ano a forca estaria na Ribeira. O documento refere-se "ao modo como devem ser acompanhados os padecentes".

Como é geralmente sabido, competia à Santa Casa da Misericórdia acompanhar até ao local do suplício os condenados a morre­rem na forca e a dar sepultura aos seus cadá­veres. Ora, nas instruções acerca do modo como se deviam acompanhar os padecentes, diz-se o seguinte: "em chegando à Praça da Ribeira, estará o capelão da Misericórdia de­vidamente paramentado para dizer missa no altar de Nossa Senhora que fica sobre a por­ta da cidade".

Aquele altar era, de certeza, o que estava no interior da capela da Senhora do Ó, que fi­cava sobre a Porta da Ribeira, da Muralha Fer­nandina, mandada demolir em 1774, por or­dem do corregedor da cidade, João de Alma­da e Melo.

Claro que a forca não estava na capela nem nas suas imediações. Era de ferro e situava-se, segundo revela o historiador Henrique de Sousa Reis, nos seus precisos "Manuscritos" fora da Porta da Ribeira, firmada no cais. Foi parcialmente destruída pela violenta cheia de 1823.

Agora, um esclarecimento: esta forca era a "da Relação", conforme consta do li­vro das atas da Vereação Municipal do ano de 1709. A outra, a do concelho, em que se executavam os ladrões, estava, algures, onde é hoje o Campo de 24 de Agosto, "si­tio a que chamam Mijavelhas". Mas tam­bém esta acabou por ir parar à Ribeira.

No ano de 1714, a Santa Casa da Miseri­córdia do Porto escreveu à Câmara Muni­cipal propondo-lhe a mudança de sítio da forca. Alegaram "o provedor e demais ir­mãos que o sítio de Mijavelhas ficava tão distante que se não atrevem os irmãos a acompanhar os padecentes".

E disseram mais: "o inconveniente pode ser evitado se a Câmara mandar colocar a dita forca em sítio que fique mais próximo aos muros desta cidade, como é o caso da Ribeira, por parecer ser mais convenien­te ao Senado". E assim se fez. A forca do concelho foi montada na Ribeira, sobre o muro da cidade, junto ao pelourinho. Sen­sivelmente naquela parte do muro onde estão as "Alminhas da Ponte".

E traçou-se o itinerário que os conde­nados a morrerem na forca cumpririam desde a saída da Cadeia da Relação até ao sítio onde estava a forca. Seguiriam pela Ferraria de Cima, parte alta da Rua dos Cal­deireiros; pela parte baixa desta artéria; Rua das Flores; Largo de S. Domingos; Rua de S. João; e Cima do Muro da Ribeira, onde estava a forca.

Mas a forca não ficou muito tempo na Ribeira. Uma dama influente, que vivia perto do local onde estava o cadafalso, de­sagradada com o espetáculo que lhe ha­viam colocado à porta, protestou e, em 1822, a forca mudou novamente de sítio, desta feita para a parte sul do campo da Cordoaria, em frente ao edifício da Cadeia da Relação, não muito longe da entrada da antiga Rua do Calvário, hoje Rua do Dr. Barbosa de Castro.

Temos estado a falar da forca onde ex­piavam os seus crimes os ladrões e assas­sinos. Os presos políticos, esses eram en­forcados em locais muito concorridos pelo povo. Pretendia-se que os cidadãos tiras­sem dos enforcamentos dos políticos as respetivas ilações.


História da forca de Mijavelhas
 

Onde ficava, afinal, a forca dita de Mijavelhas? To­mando como segura a in­formação de que o sítio, popularmente conhecido por Mijavelhas era o espa­ço onde agora está o Cam­po de 24 de Agosto, e ten­do em conta que a forca era a de Mijavelhas, pode admitir se que era neste local que ela estava. Mas há quem defenda que o seu lugar era no cimo do monte onde se construiu a primitiva igreja. Até se diz que a igreja é do Senhor do Bom Fim e da Boa Morte... Quando o car­deal D. Américo Ferreira dos Santos Silva, em 20 de agosto de 1882, ben­zeu a nova igreja paro­quial, os cronistas disse­ram que o templo ficava no "histórico sitio do monte da forca de Mijave­lhas". O leitor tire a con­clusão que lhe parecer ser a mais plausível.

No século XIX, a forca era amovível: montava-se em qualquer sitio
 
JORNAL DE NOTÍCIAS, 23 ABRIL, 2016

sábado, 22 de abril de 2017

INFIDELIDADE - DESEJO, VONTADE E CULPA


INFIDELIDADE


DESEJO, VONTADE E CULPA


Trair é um verbo que se conjuga desde sempre. Envolve três sujeitos: traidor, traído e amante. E qualquer um de nós pode ser qualquer um deles

texto Carolina Reis

ilustrações alez gozblau




A vida cabia toda numa mesa. Numa pequena mesa de cozinha. Em cima dela, os brinquedos da filha mais nova, o computador e o telemóvel, sempre com o ecrã virado para baixo. Cada objeto é o símbolo das três vidas de João: a familiar, a profissional e a secreta. Aquela que nunca julgou ter. A que o fazia revelar um eu diferente. A que lhe provocava um conjunto de sensações avassaladoras. Desejo. Vontade. Culpa. Todas as vezes que o telemóvel vibrava, os três sentimentos atingiam-no de rompante. Era a hipótese de consumar um desejo carnal que lhe fazia o coração disparar. As mãos suavam. Rejuvenescia com aquele segredo vivido a dois. João tinha muita vontade. Cada vez mais vontade. O desejo alimentava o secretismo que, por sua vez, alimentava o desejo. Um ciclo vicioso.
O frisson da hipótese de um beijo prevaleceu sobre o medo de colocar em risco todas as certezas da vida. “Só pensava que podia ser bom e que se não experimentasse ia ser das coisas de que me arrependeria no leito da morte. Era estranho porque tinha tudo para ser um homem feliz”, recorda com alguns remorsos. Passaram sete anos desde o dia em que com uma mensagem no Facebook iniciou uma relação extraconjugal. Ainda se atrapalha a explicar o porquê daquela traição que durou quatro anos.

“Acho que a questão não é porque traímos. É antes porque colocamos a bitola de uma boa relação na ausência total e absoluta de interesse por outra pessoa. É isso que dizemos muitas vezes, se estamos atraídos por alguém é porque as nossas relações não estão a funcionar. No entanto, se olharmos para os estudos e se virmos que entre 30% a 60% dos casais traem ou são traídos, vemos que estamos a pôr uma expectativa ilusória nas nossas relações”, afirma Luana Cunha Ferreira, psicóloga, terapeuta familiar e professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

Mas como se define infidelidade? É uma noite de sexo ocasional sob o efeito do álcool? Um encontro com uma prostituta? Uma troca de mensagens picantes com alguém que se conheceu online? Uma relação física com um colega de trabalho que se mantém durante uns meses? Uma paixão platónica?

Primeiro — enquanto João e a amante se limitavam a trocar mensagens —, era como se não fosse uma coisa real. Não era a traição que a literatura e o cinema diabolizaram. “Era só um flirt. A possibilidade de algo acontecer era o mais excitante. Para mim, não era ainda uma traição.” Isso só aconteceu no dia em que consumou os desejos, em menos de meia hora de sexo, dentro do carro dele, num parque de estacionamento vazio. Nem a hormona da vasopressina, que se associa à lealdade e surge na fase da pós-paixão, o segurou.


“A nossa natureza não é monogâmica. Somos educados para isso”, defende a sexóloga Vânia Beliz


“Cada casal é um planeta. Há pessoas que consideram traição só quando se envolvem com outra pessoa; outras consideram traição só o ver pornografia, individualmente, e aqui não há nada de físico e também não há nada emocional. Mesmo assim há muitos casais que dizem que isto é traição porque ela ou ele foram buscar prazer a outra fonte. Já para outros casais isto é ridículo porque só conta quando se envolvem emocional ou fisicamente com outro. Há pessoas para quem o flirt não é traição, desde que a conversa mantenha um certo nível”, sublinha Luana Cunha Ferreira.

Cada casal é um planeta e, por isso, cada casal define as fronteiras da sua fidelidade. E define se a traição — ou a traição que conta para colocar em risco a relação — é física (consumada com sexo); emocional (em que há uma ligação afetiva com a terceira pessoa); física e emocional; digital (feita à distância através das redes sociais); ou se até o pensar em outra pessoa conta. Cada indivíduo pode definir até que ponto deixa a alquimia do desejo mexer consigo.

João pensava, a princípio, que ia mexer pouco consigo. Sentia-se como se estivesse a fazer um intervalo na vida, a voltar aos tempos sem preocupações. Ia descobrindo coisas novas em si, talvez algumas já ele tivesse vivido. Não tinha ainda percebido que a raiz dos primeiros olhares cúmplices que trocou com a amante há muito fora plantada e alimentada. O divórcio nunca foi coisa que lhe passasse pela cabeça. Era com a mulher que tinha filhos, dividia as contas. Era ela a melhor amiga, a primeira pessoa com quem desabafava dos problemas. Ela era a cola que o unia ao seu mundo. “A fidelidade é um contrato social. Entre outras cláusulas está estabelecido que o sexo seja só entre aquelas duas pessoas. Só que a nossa natureza não é monogâmica. Somos educados para isso como somos educados para a heterossexualidade”, defende a sexóloga Vânia Beliz.

Atualmente, somos mais monogâmicos em cada relação que temos, do que monogâmicos toda a vida. É o fruto da evolução da sociedade. “A ideia de exclusividade que vigorou até ao século XX está a ser posta em causa. Mas noutras culturas não existia como existiu na nossa”, frisa Pedro Frazão, psicólogo e terapeuta familiar.

No fundo, João confessa que a ideia de só dormir com uma pessoa até ao resto da vida pertencia a um universo mais distante. Sabe bem que o affair abalou o casamento. Mas as maiores reflexões só vieram no fim. Na altura em que se voltou a sentar em frente à mesa da cozinha e a colocar lá em cima todas as vidas. Viu e reviu as mensagens. Voltou a muitos momentos que tiveram a dois. Disse, para si próprio, que aquilo significava nada. Por nenhum desejo deste mundo, valeria a pena perder o valor emocional de uma relação de 15 anos. Apagou o número da amante e nunca mais falou com ela. Ficaram para trás quatro anos de uma relação que nasceu com uma mensagem de Facebook: “Ficas a matar com essa roupa.” Frase feita de engate que ela gostou de ouvir. Nunca tinham tido uma conversa a dois, mas trabalhavam juntos há um par de anos. Ela sabia como era a vida dele, mas respondeu. Um smile. E ele quis saber o significado do smile. A sete secretárias de distância, a conversa disparou rápido para a parte sexual. “Nunca me vou esquecer, da alegria, da juventude que foi dar o primeiro passo”, recorda. Naqueles segundos em que escreveu e carregou no botão enviar não ficou preocupado que a mensagem pudesse ser considerada assédio. E também não lhe passou pela cabeça que ela não gostasse.

Do Facebook passaram para o e-mail do pessoal. Uns meses a revelarem fantasias. Ela a sentir-se desejada. Ele a sentir-se mais novo. A andar atrás no tempo, aos dias em que não tinha preocupações. Naquelas conversas não era o homem que dormia poucas horas por causa da filha bebé, nem era o homem que atravessava Lisboa a correr para ir buscar o filho mais velho à creche. Nem estava preocupado com a concorrência no trabalho. Nem com os prazos. E João gostava dessa pessoa. Os problemas só vinham quando se via ao espelho. Quem estava refletido no vidro: o pai de família ou aquela pessoa que fantasiava em chegar ao pé da amante, no meio de toda a gente, tirar-lhe as cuecas e fazer sexo ali. Desculpou-se sempre da mesma forma: havia qualquer coisa que faltava no casamento.

A origem da culpa

A culpa não morre solteira e problema está sempre no outro. “Muitas vezes, quase sempre, é sinónimo de que algo não está bem. Agora, não tem de ser na relação. Pode ser algo na própria pessoa. Dificilmente é algo com o meu parceiro, as pessoas põem muito a culpa no parceiro mas é mais uma coisa connosco, uma pesquisa por nós. Nós queremos muito libertarmos nos daquilo que queremos ser naquela relação. Mais do que a relação propriamente dita. Nós não queremos é ser a pessoa que somos naquela relação. E cai alguém na sopa e experienciamo-nos como éramos antes desta relação”, explica Luana Cunha Ferreira. Faz parte do ser humano colocar o ónus na outra pessoa. É o amante que é extraordinário e, por isso, se cai por ele. É o parceiro que é um idiota e, por isso, é que nos afastamos dele. É relação que já está rotineira, já morreu e para isso é que se procura uma alternativa. E, no entanto, a decisão de trair é individual. Não é o casal que decide trair. É o traidor que atravessa a linha e vai à procura de outro.

Ao consultório de Luana Cunha Ferreira chegam casais felizes e infelizes, com vidas sexuais razoáveis e até muito boas. Trair não é — ao contrário do que se costuma dizer — um sinónimo de vida conjugal infeliz. “Recebo os três [traidor, traído e amante], individualmente ou em casal, e são pessoas iguaizinhas a nós. Isto pode acontecer a qualquer um. Claro que cada um de nós tem limites diferentes, ao nível da moralidade, ao nível da forma como nos apaixonamos ou desapaixonamos por outras pessoas; com o nível do desejo. Mas isto pode acontecer a muita, muita gente”, frisa.

Miguel e Marta procuraram a terapia. Aparentemente, tinham tudo para resultar. Ela é o protótipo da mulher bonita, nove anos mais nova do que ele, e até com mais vontade de ter relações sexuais. Os amigos sempre o acharam um homem de sorte. Ele também. O nascimento da segunda filha desequilibrou a casa. Marta andava mais ocupada com as crianças, com menos paciência para ele, deprimida por não conseguir amamentar. Ele focou-se no surf, hobby a que começou a dar mais valor do que à profissão. Um dia, conheceu uma pessoa durante uma viagem trabalho e descobriu uma data de coisas que não sabia sobre si. Afinal, também era capaz de pensar em estar com outra pessoa. Na realidade, até queria. Muito.

Quando regressou a casa, entre as fraldas e biberões de uma parentalidade que ele não desejara, e uma relação em que se sentia encurralado, decidiu que o escape talvez estivesse ali, naquela mulher, que não era tão bonita como a sua, mas parecia tão mais disponível. Sentado na sala, já a noite ia avançada, colocou também ele a vida em cima da mesa. Estavam lá, os livros de colorir da filha mais velha, o papel e caneta onde escrevia um poema para ser lido no batizado da filha mais nova e o computador. A televisão, sem som, fazia companhia. E ele mandou o primeiro e-mail. Tudo muito claro e carnal. Não havia frases de engate, nem mensagens subliminares deixadas no ar, muito menos sugestões do que aquela relação poderia um dia, eventualmente, vir a ser.


“O traidor tem sentimentos que, durante muito tempo, foram negligenciados. E tem um sentimento de culpa que não é um sentimento vulgar. É uma culpa muito pesada, muito paralisante, quase física”, afirma a terapeuta Luana Cunha Ferreira


Todas as noites, era como se Miguel saísse do seu eu e entrasse num outro que afinal também era o dele. “O nascimento da segunda bebé foi difícil, porque já era difícil criar a mais velha e foi a Marta que se fartou de insistir para termos um segundo filho. Mas eu sentia um peso enorme e que não era a melhor altura.”

A mulher cedo percebeu que se passava alguma coisa, mas não o quê. Uma noite, em que por motivos diferentes nenhum dormia, sentou-se e quis falar com ele. Miguel não lhe revelou o que sentia. “Achei que o pior seria sempre contar.” Ela só descobriu quando, desconfiada, lhe acedeu à conta de e-mail. Um rol de mensagens sexuais, sem sugestões de que tivesse existido qualquer encontro, escondidas numa pasta com o nome X, davam-lhe uma versão diferente do marido. Era uma realidade que nunca pensou encontrar, mas também ela já tinha despertado a atenção para um homem mais velho que conheceu no Twitter. Só não percebia como é que isto acontecia se até era ela quem tinha vontade de ter sexo mais vezes. Discutiram violentamente nessa noite. Mas Marta decidiu que se nada tinha sido consumado era como se tudo tivesse sido um equívoco. “Até achei que fosse um alerta, que qualquer coisa boa pudesse surgir dali.” Era uma espécie de alerta.

A relação sobreviveu mais dois anos, com terapia, e com mais baixos que altos. Terminou, definitivamente, quando Marta teve relações sexuais, ocasionalmente, com outro homem. Nenhum dos dois estava disposto a continuar depois daquilo. O fim de um casamento que parecia perfeito chocou a família e os amigos, mas não os próprios. O desejo por outras pessoas foi apenas um sinal. Havia algo (muitos algos) que não estavam bem naquela relação. “Eram muitas questões, não vale a pena mexer sobre elas. Mas também tenho a certeza que cada um de nós acha que o problema está no outro. Eu — só agora — admito que, talvez, houvesse também um sinal de que algo não estava bem comigo.” Miguel ainda pensou em contar. Está convicto que a teria magoado menos. “Depende para que serve o contar. Se resulta de uma reflexão ou se é uma atitude que se refere ao próprio. É alguém que se coloca na posição do outro [o traído]? Ou alguém que tem medo de perder a outra pessoa?”, diz Pedro Frazão.

Talvez sabendo, a ex-mulher de Miguel não falasse hoje dele com tanta raiva. Marta define a guarda partilhada como complicada e, agora numa união de facto, aponta o dedo ao ex-marido. Afinal, ela considera que lhe deu tudo o que ele poderia desejar. Antes de assinarem os papéis, ainda fizeram uma maratona de um mês de relações sexuais, na esperança vã de que mais sexo lhes trouxesse a reconciliação. “O sexo é uma coisa muito primária, muito instintiva. É diferente de amar. O sexo não é o mais importante de uma relação. é muito importante, mas o mais importante é um conjunto de fatores que têm de ser tidos em conta, como planos de vida e objetivos”, defende a sexóloga Vânia Beliz.

Depois da crise, a bonança

Nem a falta de sexo é a razão do problema. Muito menos a solução. É duro, mas é possível que se consiga obter algo bom de uma traição. Depois do choque da descoberta, entra-se numa fase parecida com o luto em que o choro e os gritos também são necessários. “Ainda estou para ver — e falo pela minha experiência clínica — uma traição que melhore essa relação. Pelo menos a nível imediato. Se calhar, não estavam a trabalhar na relação, ela/ele desinteressou-se, ela/ele envolveu-se com um terceiro, alguém descobriu ou contaram. Houve uma grande crise, grande, grande, e com terapia ou sem terapia, descobriram tantas coisas nessa crise que depois ultrapassaram e tornaram-se um casal melhor. Isso aí estou farta de ver. Agora, simplesmente ir ali buscar uma traição, buscar um terceiro, colocar o terceiro na relação, e isto vai melhorar a minha díade. Isso pode acontecer, mas na minha prática clínica não é muito comum, mas vejo muitos casais que acharam que era assim e fizeram com esse propósito ou aparentemente com esse propósito. E correu mal”, frisa Luana Cunha Ferreira.

Miguel foi um pouco com esse objetivo. Achou que uma relação extraconjugal platónica fosse uma solução. Magoou a ex-mulher, a amante e magoou-se a si próprio. É raro alguém sair incólume. “Só as pessoas que têm capacidade de compartimentar. A vida dupla gera muita ambiguidade. E mesmo quem consegue compartimentar a vida, também não consegue viver assim de forma tão compartimentada. Ninguém aguenta assim tanta ambiguidade. Acaba por ter de ser necessário decidir”, sustenta Pedro Frazão.

João escolheu a mulher. Miguel foi empurrado a escolher o divórcio, mas hoje, olhando para trás, teria tirado de cima da mesa da sala o computador. Ou teria chamado Marta ainda com o computador aberto em cima da mesa. O desfecho do casamento, provavelmente, seria o mesmo, mas não teria havido tanta mágoa e sofrimento. E tanta culpa. “O traidor tem sentimentos que, durante muito tempo, foram negligenciados. E tem um sentimento de culpa que não é um sentimento vulgar. É uma culpa muito pesada, muito paralisante, quase física”, afirma Luana Cunha Ferreira. É como se fosse o peso no corpo das ações.

É por isso que na terapia de casal deixou de existir uma barreira que distingue inocentes de culpados. “Já não temos aquela abordagem antiga, do perdão, em que o traidor tem que assumir as responsabilidades todas e pedir desculpa. E coitadinha da ‘vítima’, tem de ser acolhida em tudo e mais alguma coisa. Claro que tem de ser acolhida, mas temos que endereçar os sentimentos do traidor porque senão estamos a pôr uma espécie de penso rápido. E ou vai repetir, ou não vai conseguir lidar com estas emoções todas. É um sofrimento partilhado”, continua a especialista.


“A vida dupla gera muita ambiguidade. Mesmo quem consegue compartimentar a vida, não consegue viver sempre assim”, diz o psicólogo Pedro Frazão

O mesmo acontece na Justiça. A Lei do Divórcio de 2008 veio trazer alterações ao direito de família, mas a mais significativa é o fim da culpa nos divórcios litigiosos. Uma figura que desapareceu do atual quadro legal. “Até aí, havia a culpa de um dos membros do casal, quando o divórcio não era por mútuo acordo, que violava os deveres conjugais. Só o podia requerer quem fosse o inocente. Esta figura foi abolida. Hoje, há o divórcio por acordo e sem consentimento, que substitui o litigioso mas sem a culpa”, explica Rui Alves Pereira, advogado especialista em direito de família. Os deveres conjugais, no entanto, continuam a existir: respeito, fidelidade, coabitação, cooperação, assistência. A diferença é que já ninguém pode apontar o dedo ao traidor, obrigá-lo a fazer um tipo de separação, e dizer-lhe que era ele o único responsável pelo fim. “Isto não significa que a traição não seja a principal causa dos divórcios. É quase sempre uma terceira pessoa que aparece na vida”, sublinha.

Essa terceira pessoa, tão diabolizada pela sociedade e, muitas vezes, pelo próprio traidor, não sai isenta da equação. É causa e consequência de um comportamento, de uma situação. “Quantas vezes não conhecemos pessoas assim. Pessoas que ficam à espera de ver se as coisas avançam ou não. Na esperança de ter uma relação afetiva e, às vezes, até acabam por ser enganadas pelos traidores, que até vivem razoavelmente bem com essa situação. Depende da maneira como todos encaramos isto. De como vemos os afetos e a sexualidade”, frisa Pedro Frazão.

Ana esteve nessa posição — que descreve como um limbo — três anos. Foi a outra. Apaixonou-se por um colega que sabia que era casado. Envolveram-se. Nunca se sentaram para conversar sobre o que faziam. Meias palavras deixavam cair a realidade. “Essa semana não posso porque vou de férias. O meu filho está doente, tenho de ir para casa. Não posso ficar a dormir.” Primeiro ela não o quis pressionar. Depois teve medo de o afastar. “Vivia em função dele. Só saía com grupos de amigas. Faço as contas à quantidade de rapazes que me apareceram à frente e aos quais não liguei. Estava demasiado apaixonada.” Um dia, tal como João, ele colocou a vida em cima da mesa e optou. Nunca mais ligou a Ana. Agora, que já lhe investigou a vida, percebeu que teve outras relações antes dela. É um dos tais compartimentados, que separa muito bem todas as faces da vida. “Para essas pessoas está tudo bem, vivem bem assim. É um estilo de vida, não é um problema”, diz Luana Cunha Ferreira.

Quando se divorciou, Miguel chegou a sair com a rapariga com quem trocou mensagens. Fora das redes sociais a relação não pegou. João diz que não hesitou na hora de optar. Mas houve um momento em que, de repente, “estava a gostar de duas pessoas”. Dividido entre uma relação de amizade e amor e a paixão que o libertava de tudo. Por breves momentos, numa contradição com tudo o que exprimia e o cérebro lhe dizia, colocou de novo a vida toda em cima da mesa. Continuar o casamento, a relação que tinha construído ao longo de tantos anos, ao pé de quem tinha projetado a vida, com quem dividia as contas, as responsabilidades. Ou escolher a terceira pessoa, por quem sentia um carinho especial. Recomeçar com aquela que, agora, era quem o fazia mais feliz. “Perguntei-me se era possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo.”

Há dois meses, num texto sobre o amor, aqui na E, o psicanalista Coimbra de Matos foi perentório: “Embora seja cultural, o ser humano é bastante exclusivo. Somos predominantemente monogâmicos, mesmo que seja uma monogamia serial, temos um parceiro de cada vez. É difícil gostar de duas pessoas ao mesmo tempo. O que é possível é ter relações parciais.” Numa entrevista, um mês mais tarde repetia: “O amor é bastante exclusivo. Embora isso seja também uma coisa cultural. O homem é fundamentalmente monogâmico. E a mulher mais que o homem. Há um problema que também tenho estudado, a relação tem de ser criativa. Se vão sempre jantar ao mesmo restaurante, se vão sempre ao cinema, com os mesmos amigos, a relação torna-se monótona, chata. Tem de haver inovação, temos necessidade de coisas novas. A monotonia mata.”

Até aqui, traição era um verbo que se conjugava no masculino. Com a biologia e o machismo a darem carta branca aos homens. “É verdade que pomos a mão no meio das pernas de um homem e ele fica excitado. É biológico. Mas isto não quer dizer que ele esteja sempre com vontade. Durante a ditadura, que não foi assim há tanto tempo, era aceite que os homens pagassem para ter sexo”, frisa Vânia Beliz.

A duplicidade de critérios é tão antiga quanto o adultério. Os casos que chegam aos consultórios de terapia familiar dizem que a realidade está a mudar. Eles continuam a trair, elas estão a trair mais, ou a admitir mais que estão a trair. Mas não se está a trair menos. Mesmo que o casamento seja mais fácil de terminar e que a sociedade se esteja a adaptar às famílias recompostas (os meus, os teus e os nossos).

É perigoso, mas quase se pode dizer que trair faz parte de amar. Porque só trai quem, um dia, já amou. E é só quando se coloca a vida em cima da mesa — se pesam e juntam todas as componentes da vida — que se descobre quem se ama mais. Ou que tipo de vida se ama mais.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2321 - 22 de Abril de 2017

CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE

PLUMA CAPRICHOSA


    CLARA FERREIRA ALVES



CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE


Apesar do êxito do estado social, a Europa vive agora nas contradições geradas por esse êxito, das quais o enfado é a primeira de todas

Não pertenço ao género de pessoas que acorda mal disposta com o estado do mundo. O sofrimento dos sírios ou dos iraquianos ou o espetáculo diário da estupidez humana fazem parte da nossa vida e creio que só os observadores e relatores profissionais daquele sofrimento se sentem, a passos, deprimidos e tristes. O ‘Brexit’ ou a eleição de Trump iniciaram uma nova consciência dos perigos que correm os direitos que julgamos adquiridos. A democracia, a paz, a civilidade, a estabilidade, a justiça social, a diplomacia, a transparência, o equilíbrio de sistemas, a educação, o altruísmo. A primeira coisa que a escola, a casa e a autoridade dos pais nos ensinavam era simples. A educação era o único meio de autoaperfeiçoamento e de uma vida justa e próspera, a frugalidade material era uma virtude que impedia o excesso, a escola era um privilégio e não uma imposição, o trabalho era superior conforme o curso era superior, sem desprezo dos trabalhadores manuais. Ao lado da educação corria um sistema paralelo, reforçado ou não por valores religiosos ou ideológicos ou filosóficos, que impunha uma moral de comportamento não muito diferente do mandamento que diz não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Desde esse tempo em que a ascensão, social, intelectual, profissional, artística ou outra era suportada pelo sacrifício e o estudo antes da diversão e do prazer, até à anomia em que vivemos, os jovens adultos ganharam muitas vantagens dentro da União Europeia. A viagem, a troca, o acesso a pessoas e bens, as bolsas de estudo e investigação, a informação rápida e atualizada, as novas tecnologias, a liberdade de costumes, etc. In illo tempore, ouvi dizer a um professor catedrático de Coimbra, um homem orgulhoso da superioridade do seu sexo, que na faculdade de Direito não havia doutoramentos em Direito Penal para mulheres. Da frase não existia recurso.

Apesar do êxito do Estado social, a sociedade europeia vive agora nas contradições geradas por esse êxito, das quais o enfado é a primeira de todas. O enfado de uma existência protegida para a qual os mais novos não contribuíram e para o qual não os deixarão contribuir. Às expectativas geradas por uma educação assente nos direitos adquiridos e na gratuitidade da educação e da saúde, bem como no egotismo do filho como o recipiente de toda a generosidade do Estado e dos pais, que transforma a educação obrigatória num dever insuportável e que alargou extraordinariamente o campo dos comportamentos consentidos (neles se incluindo o consumo desnaturado de álcool como uma compensação pela “seca” de ter de aturar “Os Maias” ou as equações), juntaram-se diversos fatores de destruição da coesão de uma sociedade. A desestruturação da família tradicional, substituída pela família moderna constituída por todos os cônjuges e parceiros estáveis ou instáveis e posteriores aos divórcios. A entrada das mulheres a tempo inteiro no mercado de trabalho numa sociedade patriarcal em que a mãe é ao mesmo tempo o elemento financeiramente mais vulnerável e o eixo central da vida doméstica, a primeira guardadora do filho em caso de litígio. O apagamento da moral ou da religião exceto como liturgia e cerimónia de que a indústria dos casamentos é o expoente. A pobreza superveniente à diminuição dos salários e à desigualdade salarial de que Portugal é campeão e que demarca um sistema de castas mais impenetrável do que o sistema inglês. A diluição da vida pública e da vida política num caldo de corrupção ascensional sem punição. A desresponsabilização como expediente e motivação. E o estilo de vida da baixa classe média que vê no consumo da televisão e da visita semanal ao hipermercado uma forma de entretenimento. Fatores que determinam a tal anomia contemporânea. Um grupo de jovens destrói um hotel porque fica irritado com a promessa não cumprida de um bar aberto às dez da manhã. Existe uma grande probabilidade de este grupo de jovens vir a integrar as legiões de baixos assalariados, de desempregados ou de emigrantes para países onde os cursos superiores, pagos nas universidades públicas pelos nossos impostos ou nas privadas pelos sacrifícios dos pais, servem para servir cafés e refeições aos balcões. Por exemplo, de um Pret A Manger em Londres.

Segundo o “Financial Times”, políticos conservadores estão interessados em criar um visto de dois anos, não renovável, para os jovens “não qualificados” da União Europeia que emigrem e se empreguem na indústria da hospitalidade, da assistência social ou da construção civil. Salários baixos e escassas regalias por um prazo exclusivo de dois anos. E candidatos não faltam. Portugueses e espanhóis “qualificados” na fila da frente. Segundo o chefe dos recursos humanos da cadeia Pret, os ingleses não querem estes empregos porque não os consideram de prestígio ou de futuro.

É também isto que Portugal exporta. Uma exportação que não passa de uma derrota do que consideramos a maior conquista do 25 de Abril, o Estado social. Sem criação de riqueza, estamos condenados à escravatura e à austeridade.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2321 - 22 de Abril de 2017

A ILHA DOS CÃES

CULTURAS CINEMA


FEITIÇOS AFRICANOS

Ângelo Torres, quase monstro, quase bicho

É uma história angolana, que atravessa décadas, desde a mais selvática ambiência colonial até à terra de todas as prosperidades ganhas de qualquer forma, não importa à custa de quem — até à atualidade. Adaptado do romance “Os Senhores do Areal”, do escritor luso-angolano Henrique Abranches, “A Ilha dos Cães” transpõe a ação da Baía dos Tigres para uma ilha imaginária. Nessa ilha — que o realizador Jorge António foi encontrar em São Tomé — já houve trabalho escravo, presos políticos num forte de onde se não sai vivo, e há agora empreendimentos imobiliários a querer fazer desaparecer os pescadores do sítio.

Ao mesmo tempo — e surpreendentemente? — é um filme de género, um filme ancorado no fantástico, onde os cães que habitam a ilha do título são uma espécie de criaturas de um outro mundo, de uma outra lógica, aparições fantasmáticas e terríveis sempre que há uma vingança a cumprir, uma justiça a pôr em ordem — e, no filme, ‘vingança’ e ‘justiça’ são irmãs siamesas. É, ainda, e muito pouco portuguesmente, um filme que tem engenho de série B, mas não chico-espertices de ‘quem não tem cão caça com gato’. Porque cão, ele tem. O que não tem são fábricas de efeitos especiais ou orçamento para contratar lá fora e, portanto, figurar os ataques dos cães com o realismo que, hoje, o digital tornou possível. E, assim, ele faz o mesmo que São Jacques Tourneur fazia tão bem nas suas sonatas de medo — como “A Pantera” (1942) ou “A Noite do Demónio” (1957) —, onde havia sombras nas paredes, evocações, pânicos por saber o que ali estava e se via muito pouco, quase nada.
 
A sugestão do inominado em vez de dar corpo e dimensão ao medo é uma velha e boa estratégia de cinema — e maldito seja quem considere que a única razão para isso é não poder mostrar. Sejamos, todavia, comedidos: Jorge António não faz o mesmo que Tourneur, faz à maneira de Tourneur — e só a espaços. Mas não deixa de ser muito curioso verificar os caminhos que “A Ilha dos Cães” percorre, longe dos usos e costumes quer do cinema português de autor quer do outro. Até porque pede a alguns dos seus atores registos que podiam resvalar para coisas pouco adequadas, seja o quase monstro, quase bicho que Ângelo Torres demanda (e é muito bom e difícil o que ele faz), seja a mulher total, africana erótica e matriarca, a que Ciomara Morais dá corpo (tão felizmente longe dos “Morangos com Açúcar” onde emergiu). Até porque não tem grandes meios de produção — é pequeno o estaleiro, curta a roça, mas filma bem a Natureza prodigiosa de São Tomé, tal como o deserto angolano.
Jorge Leitão Ramos
 A ILHA DOS CÃES  ☆☆☆
De Jorge António

Com Ângelo Torres, Miguel Hurst, Nicolau Breyner (Portugal/Angola)

Fantástico M/16

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Jornal Expresso SEMANÁRIO#2321 - 22 de Abril de 2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Às vezes, conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las

Os homens sobreviveram a contar histórias uns aos outros

   Pedro Candeias


Às vezes, conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las


Perguntei-lhe se estava tudo bem, como tinha corrido a Páscoa.
- Ela está a desaprender a andar.
 Disse-me que eu já sabia como eram as coisas, que a doença é assim mesmo, olha, é a vida, não se pode fazer nada a não ser esperar. A demência apanhou-a aos bocados e ela apercebeu-se disso. A cabeça já não anda a funcionar como dantes, era o que nós ouvíamos dela.
Começou por se esquecer dos lugares aonde tinha de ir e depois dos lugares onde estava; hoje, não sabe muitas vezes em que tempo está e troca os nossos nomes e as nossas caras e substitui-os por outros, e é capaz de estar a dobrar e a desdobrar o mesmo cobertor durante horas. Porque acha que está desarrumado. 
Deve ser assim porque toda a vida dela foi passada a arrumar as trouxas dos outros. E a lavá-las. E a passá-las a ferro. E a levar o lixo cá fora num contentor verde que arrastava da porta da entrada até ao passeio com um sorriso na cara. Fê-lo todos os dias, menos aos domingos em que ia lá a casa e nos trazia os Twix ou nos cozinhava arroz de tomate com bifes de peru panados. Ia de Benfica e regressava a Benfica sozinha, de autocarro e a pé, até deixar de o conseguir fazer. 
Um dia, vinha da missa, trocou os passos, partiu a perna e eu vi-a da nossa janela do quinto andar a estatelar-se no alcatrão. 
Foi o início para ela e uma repetição para nós, que já tínhamos visto isto acontecer com a outra avó. É o mesmo processo degenerativo que leva uma mulher inteligente, esperta, ativa e independente - ambas criaram os filhos sem alguém por perto - a perder-se perante os nossos olhos. 
Quando está connosco, esforçamo-nos para manter uma aparentemente normalidade, uma rotina qualquer que nos agarre, mas a impotência e a frustração e a culpa e a tristeza tornam-se comuns enquanto se assiste ao progressivo declínio de alguém que tem o mesmo sangue que nós. E, por partilharmos o código genético, há outro sentimento mais egoísta que nos corre nas veias: o medo de ficarmos iguais quando a hora chegar.


“But the thing, the thing is that, John, the thing is that the type of Alzheimer’s I have is very rare. It’s passed on genetically.” Quando Alice Howland revela à família o que tem, ninguém sabe o que dizer. Ali está ela, uma linguista, orgulhosa do seu discurso articulado, inteligência, presença, que entretanto se esqueceu da palavra “léxico” ou de como se escreve “outubro”.

Alice (Julianne Moore) tem 50 anos e não é suposto sofrer-se de Alzheimer com esta idade. “Sometimes I can see the words hanging in front of me and I can’t reach them”, dirá à filha Lydia (Kristen Stewart) quando os Howland vão tentando perceber como se consegue viver assim, com dias bons e dias muito maus.



O “Still Alice”, de 2014, é um retrato duro, cru e tocante de como o Alzheimer ou a demência alteram as dinâmicas familiares, a começar pela pessoa que adoece e que sabe pelo que está a passar - e que não há forma daquilo passar. Inventam-se truques, ganham-se vícios, jogam-se jogos de palavras ao telemóvel, obcecadamente, para tentar perceber se há melhorias, se há algo que se possa fazer para reverter a erosão. Não há.

Resta-nos gostar.

Jornal Expresso Quinta - 20 de Abril de 2017

 O Meu Nome É Alice
Título original:Still Alice
Género:Drama
Classificação:M/12
Outros dados:EUA, 2014, Cores, 101 min.
Aos 50 anos, Alice Howland é uma mulher realizada: tem um casamento feliz, os filhos crescidos e uma carreira prestigiante como professora universitária. Tudo lhe corre de feição até ao momento em que começa a esquecer palavras e a baralhar-se nas coisas mais simples do dia-a-dia. Depois de fazer alguns exames, recebe o terrível diagnóstico: encontra-se num primeiro estádio de Alzheimer, um tipo de demência que provoca uma deterioração progressiva e irreversível da memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento. Consciente do que o futuro lhe reserva, Alice está determinada a viver um dia de cada vez e a superar cada contrariedade com a tranquilidade possível. Deste modo, vai vivendo cada momento sabendo que, em breve, a doença vai alterar totalmente a forma como percepciona o mundo – e como o mundo a percepciona a ela…
Com realização e argumento de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, uma história dramática que adapta o "best-seller" homónimo escrito em 2007 por Lisa Genova, professora da Universidade de Harvard e doutorada em Neurociência. O elenco conta com a participação de Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth e Shane McRae. PÚBLICO

VER O FILME COMPLETO 

Esta Terra É Nossa

Esta Terra É Nossa

Título original: Chez Nous
Género: Drama
Classificação: M/14
Outros dados: FRA/BEL, 2017, Cores, 117 min.
Co-escrito e realizado por Lucas Belvaux, este filme tenta olhar para o actual contexto político de França, centrando-se numa enfermeira que se envolve com um partido populista de extrema-direita, uma versão ficcional não muito camuflada da Frente Nacional, com uma equivalente de Marine Le Pen e tudo. Com Émile Duquenne, Catherine Jacob, André Dussollier e Guillaume Gouix, um filme que tem gerado bastante polémica das próprias pessoas em quem foi inspirado. PÚBLICO 
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Crítica Cinema
As regras do jogo


O filme de Belvaux é sobretudo a exploração de um argumento inteligente mas esquematicamente pedagógico, assente em personagens e interpretações justas.


Esta Terra É Nossa
3,0 estrelas

     Luís Miguel Oliveira




Há uma cena terrivelmente violenta lá para o final de Esta Terra é Nossa. É quando os pais de um miúdo adolescente descobrem aquilo que o rapaz passa os dias a fazer, enfiado no quarto, em frente ao computador: gerir e alimentar um site da mais histérica e sensacionalista propaganda islamófoba. A mãe, que já tínhamos visto e ouvido em tiradas racistas, reage com admiração; o pai, indivíduo silencioso de quem mal tínhamos ouvido uma palavra, reage mal. A mãe e o pai agridem-se mutuamente, perante o olhar inexpressivo do miúdo. Praticamente não se troca uma palavra, e depois Belvaux corta para outra cena. É um momento terrível, mas é um momento lógico: não há outra resolução para a profunda clivagem que divide as personagens de Esta Terra é Nossa que não a violência (e por ela, noutros termos, o filme se concluirá), o diálogo tornou-se impossível.

Procurar captar esta tensão e este mal estar no momento em que eles se encontram bem vivos e, tudo indica, longe do último capítulo, é a virtude maior de Esta Terra é Nossa. Como documento “sociológico”, é porventura demasiado ilustrativo e previsível: uma espécie de retrato do “povo de Le Pen”, filmado no Norte (na Flandres francesa, perto de Lens), onde tudo confere com as milhentas análises que já se escreveram sobre a ascensão dos movimentos “populistas” em França ou noutros sítios, os ressentimentos variados, os sentimentos de exclusão, catalisados contra os bodes expiatórios que estiverem à mão (os árabes, os imigrantes africanos). Lucas Belvaux faz o possível para evitar o maniqueísmo: ouvem-se bastantes barbaridades em Esta Terra é Nossa mas os que as proferem nunca se tornam, aos olhos da câmara, “monstros”.

Tome-se por exemplo a personagem do Dr. Berthier, eminência parda naquela região flamenga dum partido émulo da Frente Nacional: interpretado pelo excelentíssimo veterano André Dussollier (um regular de Alain Resnais) num prodígio de subtileza, é sempre um homem simpático, atencioso, de modos gentis, longe do estereótipo do fascista viscoso. Como a “correspondente” da própria Marine Le Pen, de resto, cuja personagem, entre a caricatura e o fac simile do original, tanto desagradou à própria e ao seus apaniguados (embora muito provavelmente também tenha contado o facto de ser interpretada por Catherine Jacob, popularíssima actriz do cinema e da televisão francesa, e porventura um ídolo do próprio “povo de Le Pen” — daí o sentimento de “traição” nalgumas reacções que pudemos ler).

Enfim, isto dito, e apesar das pinças de Belvaux, o filme em momento algum se confunde com uma “suavização” da FN. “Podemos ter mudado de estratégia, mas não mudámos de objectivo”, como diz o Dr. Berthier, e em última análise Esta Terra é Nossa, na sua dimensão “militante”, é uma exposição dessa estratégia (e do rabo que o gato da estratégia deixa mal escondido: as ligações neo-nazis, as organizações de “segurança”, os exércitos de trolls da internet, os ódios raciais variados, etc) dada de forma quase pedagógica, através do percurso revelador da protagonista (Emilie Dequenne, que há muitos anos foi a Rosetta dos irmãos Dardenne), uma jovem politicamente inocente, que se diz “mais à esquerda” por influência familiar (o pai é um velho comunista) mas também diz que “nunca vota porque não vale a pena”, escolhida como testa de ferro do partido para as eleições municipais por ser, em suma, o tipo de figura tenrinha e bem intencionada que se presta idealmente à manipulação pelos lobos em pele de cordeiro.

Um bocado esmagado pelo tema, Belvaux não se permite mesmo o tipo de invenção de que deu mostras nos seus melhores filmes (Para Rir ou aquela trilogia do princípio dos anos 2000, Em Fuga, Um Casal Encantador e Depois da Vida), e o seu filme é sobretudo a exploração de um argumento inteligente mas esquematicamente pedagógico, assente em personagens e interpretações justas. Mas, também pelo seu carácter irresolvido, em aberto, Esta Terra é Nossa é um filme que sabe que não pode “fechar” coisa nenhuma. Está tudo em andamento e — voltamos à cena que descrevemos no princípio — a tensão é demasiada para se dissipar sem violência. Nem Belvaux é Renoir nem este filme é A Regra do Jogo, muito longe disso; mas há nele uma consciência, semelhante ao que alguns (como Renoir) tinham em 1939, de que a “comédia” (“qual delas, senhor?”, perguntava-se no Renoir, e hoje a resposta também não seria fácil) se tornou imparável no seu rumo à catástrofe. E essa consciência o filme dá, com uma frieza que nem precisa de ser assustadora.
PÚBLICO, 20 de Abril de 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo?


É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo?



     Miguel Santos


Marcelo definiu como desígnio nacional erradicar o drama dos sem-abrigo até 2023. E pressionou o Governo a agir. Quem está no terreno acredita que é possível, mas avisa: é preciso fazer muito mais.


A frustração era constante. Por mais que quisesse ajudar as dezenas de pessoas sem-abrigo que encontrava nas ruas de Lisboa, muitas vezes falhava. E não percebia porquê. Não compreendia os motivos que levavam alguém a preferir a rua a aceitar um teto. Foi o que aconteceu quando tentou convencer um sem-abrigo a mudar-se para o albergue. Depois de muita resistência e desconfiança, conseguiu. Mas tudo mudou quando aquele homem que vivia na rua lhe disse que o cão que o acompanhava todos os dias, o único laço de cumplicidade que criara em anos, não o podia seguir desta vez. Simplesmente, recusou uma casa. Não quis ir. De outra vez, um sem-abrigo confessou que até gostava de seguir para o centro de acolhimento temporário, mas recuou pois implicava deixar a companheira que conhecera na rua depois de todos os outros o terem deixado — o centro era só para homens e, por isso, interdito a mulheres.

Para quem trabalha como voluntário no terreno, junto de sem-abrigo, este é muitas vezes o maior desafio: convencer quem precisa a aceitar a ajuda das equipas de apoio. “A maioria das pessoas com quem conversei durante o tempo que fiz voluntariado estava na rua porque ‘queria'”, conta ao Observador, Pedro Prostes, jornalista freelancer que acompanhou sem-abrigo na zona de Lisboa no início do período crítico da crise que assolou o país, entre 2011 e 2012. Acabou por desistir do voluntariado porque não conseguia lidar com os muitos casos de insucesso que lhe passaram pelas mãos. Esta terça-feira, Ferro Rodrigues chegou a confessar durante um colóquio na Assembleia da República, que quando foi ministro Solidariedade da Segurança Social entrou a pensar que era dos problemas mais fáceis de resolver. Não era, como se verá.


Apesar das dificuldades em resolver este problema social — que raramente ganhou verdadeira visibilidade do ponto de vista político –, o Presidente da República colocou na agenda partidária e mediática a necessidade de “erradicar” os sem-abrigo a prazo. Nos últimos meses, Marcelo Rebelo de Sousa tem-se desdobrado em intervenções nesse sentido, entre várias ações junto de sem-abrigo, encontros com instituições que se dedicam à causa e repetidos apelos ao Governo. Em entrevista à TVI, Marcelo chegou mesmo a dizer que “o Presidente da República, ao mesmo tempo que puxa pelo crescimento e investimento, tem de olhar para os problemas que não podem esperar, porque entretanto estão aí”.

"Se houver quatro mil pessoas sem abrigo e resolvermos o problema de três mil, significa um passo muito importante", disse Marcelo Rebelo de Sousa, corrigindo a declaração inicial sobre a erradicação do problema.

É preciso agir rapidamente, diz Marcelo. A pressão do Chefe de Estado para o Governo tomar medidas concretas nem sequer tem sido subtil. No início de abril, o Presidente foi claro: o ano de “2016 foi um compasso de espera” para que o Executivo socialista preparasse a nova estratégia nacional para integração de pessoas sem-abrigo; um ano depois, a aplicação desta estratégia não pode esperar mais. “Já estamos em abril, convém que não se perca o ano de 2017 e que com os contributos destas e muitas outras instituições seja aplicada a estratégia 2017-2013 mas para ser aplicada em 2017 e não para ser aplicada em 2018”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, depois de um encontro com os responsáveis da Comunidade Vida e Paz, por essa ocasião.

Nessa intervenção, o Presidente da República definiu mesmo como objetivo nacional “deixar de haver sem-abrigo em Portugal em 2023”. Esta segunda-feira, Marcelo voltou à carga: a estratégia para os sem-abrigo “não é flor na lapela — é uma realidade que faz parte da minha biografia” (Rebelo de Sousa despertou para o ativismo político com vocação social depois das cheias em Lisboa de 1967, que levaram muitos jovens favorecidos da sua geração a contactar com a miséria dos bairros de lata que o regime tentava esconder). Desta vez, no entanto, não repetiu a data de 2023 como o data-limite para erradicar o problema. E refreou a ambição da estratégia: “Se houver quatro mil pessoas sem abrigo e resolvermos o problema de três mil, significa um passo muito importante”. O Governo deu esta terça-feira os primeiros passos formais nesse sentido.

"Quando assumi a pasta, achava que, dentro das questões sociais, os sem-abrigo era a mais fácil de resolver. (...) Não bastava haver dinheiro ou condições"
Ferro Rodrigues, sobre o que pensava quando chegou a ministro da Solidariedade

Os desígnios presidenciais, no entanto, não dependem apenas da aplicação de políticas e medidas, porque as pessoas que vivem na rua têm vontade própria e nem sempre é evidente que seja fácil convencê-las a mudarem de vida. “Os sem-abrigo são, na sua grande maioria, pessoas que perderam a sua identidade. Vivem alheados da realidade. Os que têm alguma força dentro deles ainda tentam. Muitos vão desistindo e deixam-se ficar”, conta ao Observador o antigo voluntário Pedro Prostes. “Quanto mais tempo uma pessoa está na rua, mais difícil é retirá-la de lá”.

O querer estar na rua não é exatamente um ato premeditado, salvaguarda. Daí as “muitas aspas” que faz questão de usar quando fala nesses casos. Resulta de um conjunto de condicionantes na origem (situações de pobreza, famílias desestruturadas com episódios de violência associados, comportamentos aditivos, problemas de saúde mental), mas também é consequência do tipo de vida desenvolvido posteriormente (dificuldades de adaptação a novos hábitos sociais, revolta e desconfiança). O resultado combinado destas razões impele estas pessoas, em muitos casos, a preferirem ficar na rua em vez de aceitarem ajuda.

Marcelo Rebelo de Sousa já desenvolveu várias iniciativas com pessoas sem-abrigo, como foi este caso, durante uma visita ao centro de acolhimento ao sem abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Chegou a ir jantar a casa de um casal que deixou as ruas para ter uma vida normal. NUNO FOX/LUSA

Mais do que garantir alimentação a quem efetivamente precisa, é este processo, o da ressocialização o mais difícil de cumprir para quem acompanha casos de sem-abrigo. E atinge sobretudo as pessoas que estão na rua há muito tempo. Além disso, os casos são muito complexos e variam entre si. Muitos não se conseguem habituar às novas regras, obedecer a horários e abandonar o consumo de álcool e drogas. Outros, recusam-se a aceitar os rastreios de saúde, por medo ou desconfiança. Há quem não queira deixar os laços que criou nas ruas, as novas “famílias” que se desenvolveram entre cartões de papelão e cobertores. E há quem viva atormentado pelos fantasmas que lhes assaltaram os sonhos e toldam a mente.

“Dou sempre um exemplo: é relativamente fácil acabar com os bairros de lata. Pega-se num caterpillar, destroem-se as habitações e dão-se novas casas às pessoas. O problema dos sem-abrigo é muito mais complexo: são adultos, com vontade própria e com contextos muito diferentes. Dizer que é possível resolver definitivamente este problema é altamente demagógico e revela um profundo desconhecimento da realidade”, testemunha Pedro Prostes.
“Não bastava haver dinheiro ou condições” para acabar com os sem-abrigo, reconheceu Ferro Rodrigues”

Marcelo pôs o tema na mesa e a obra parece estar a germinar. Pelo menos, já foram lançados os primeiros alicerces. Esta terça-feira, no Parlamento, perante o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, representantes dos vários grupos parlamentares e de diversas instituições de apoio às pessoas sem-abrigo, Cláudia Joaquim, secretária de Estado dos Segurança Social, apresentou as principais linhas orientadoras da nova Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-Abrigo (2017-2023).

Sem adiantar detalhes concretos sobre o plano futuro, a governante revelou duas medidas que farão parte desta nova estratégia de combate ao problema: no futuro, o objetivo é que todas as pessoas sem-abrigo possam ter alguém que as acompanhe de perto (um “gestor de caso”); e está prevista uma revisão das regras para atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) nestes casos concretos.

"O objetivo do Governo é cada pessoa nesta situação possa ter um técnico que a acompanhe desde o momento em que está na rua até ao momento em que passa para uma institucionalização."
Cláudia Joaquim, secretária de Estado da Segurança Social

Quanto à primeira medida, o objetivo do Governo é cada pessoa nesta situação possa ter um técnico que a acompanhe “desde o momento em que está na rua até ao momento em que passa para uma institucionalização e depois para um regresso à sociedade”. Uma prática já seguida pelo NPISA (Núcleo de Planeamento e Implementação Sem-Abrigo) de Lisboa e que o Executivo socialista espera estender aos restantes 17 NPISA existentes em todo o país.

A revisão das regras para atribuição do RSI vai no mesmo sentido: por um lado, o objetivo é impedir que, por falta de apoio financeiro, pessoas em dificuldades acabem na rua; por outro lado, o Governo quer garantir que as pessoas que estão institucionalizadas recebem este apoio financeiro ainda antes de saírem dos centros de apoio temporários. “Neste momento é preciso pedir e esperar pelo tempo de decisão e esta possibilidade de previamente fazer o requerimento e ter a prestação atribuída é uma forma de permitir que as pessoas que estão institucionalizadas tenham mais um apoio na sua inserção“, explicou Cláudia Joaquim.

Além disso, a renovação da atribuição do RSI vai deixar de exigir a apresentação anual de requerimento em papel com instrução de uma série de documentos — serão os técnicos da Segurança Social a avaliar cada caso. A secretária de Estado fez questão de salvaguardar que não se tratará de uma renovação automática deste apoio, mas antes uma forma de eliminar a enorme carga burocrática associada ao processo, “em particular para pessoas que tem bastantes dificuldades em conseguir fazer a instrução de um processo desta natureza”.

No fundo, estas medidas fazem parte de uma estratégia global, que se quer nacional, para garantir que “ninguém é desinstitucionalizado sem que tenham sido acionadas todas as medidas necessárias para lhe garantir um lugar adequado para viver”, explicou Cláudia Joaquim, na abertura de um debate que contou com testemunhos das várias instituições de apoio a pessoas sem-abrigo presentes.

Antes, já Eduardo Ferro Rodrigues tinha deixado o seu testemunho, lembrando a sua experiência enquanto ministro da Solidariedade da Segurança Social (e depois do Trabalho e da Solidariedade) entre 1995 e 1997. “Quando assumi a pasta, achava que, dentro das questões sociais, os sem-abrigo era a mais fácil de resolver. Com algum voluntarismo e capacidade financeira era possível resolver rapidamente esse problema. Muita coisa se fez. Mas cheguei à conclusão de que era um problema muitíssimo mais complexo, mais grave, mais individual e menos social. Não bastava haver dinheiro ou condições“, reconheceu Ferro Rodrigues.

Com isto em mente, o Presidente da Assembleia da República não deixou de eleger o combate ao problema das pessoas em situação de sem-abrigo como uma prioridade nacional: “Dentro da realidade das desigualdades, da pobreza e da exclusão temos de olhar para os mais excluídos dos excluídos. Uma sociedade decente é uma sociedade que não deixa ninguém para trás, e que não aceita a exclusão como uma inevitabilidade. Tudo se joga na reintegração. Trata-se de dar a estas pessoas uma segunda oportunidade. Trata-se de não desistir de ninguém. Está nas nossas mãos, está nas mãos daqueles que estão na linha da frente deste combate, a construção de um Portugal mais justo”.
“Não estamos a pedinchar dinheiro”, dizem organizações de apoio

Os vários representantes das instituições de apoio às pessoas sem-abrigo que intervieram no debate desta terça-feira foram unânimes: sem um plano concertado e consistente a nível nacional e um orçamento condigno para o combate ao problema dos sem-abrigo, esta estratégia dificilmente sairá do papel. Ou melhor, ficará sempre dependente da boa-vontade dos voluntários e das instituições que vão cumprindo a sua missão à custa de donativos e mecenato.

Estas preocupações já tinham sido expressas ao Observador por Rogério Figueira, diretor da CASA, instituição que se dedica a esta causa. Mesmo reconhecendo que a estratégia anterior (2009-2015) teve alguns aspetos positivos e relevantes, o responsável acredita que o plano não conseguiu responder a duas questões absolutamente estruturantes: a “falta de apoio” técnico e financeiro do Estado às instituições de apoio a pessoas sem-abrigo e a “inexistência de um plano comum de atuação”.

"Não estamos a pedinchar dinheiro. Mas é preciso dar dimensão nacional à resposta. Não podemos estar dependentes de carolices locais"
Henrique Joaquim, presidente da Comunidade Vida e Paz


Estas fragilidades também são identificadas por Henrique Joaquim, presidente da Comunidade Vida e Paz: “Não estamos a pedinchar dinheiro”, garante. “Mas é preciso dar dimensão nacional à resposta. Não podemos estar dependentes de carolices locais”, defende.

Para o responsável da Comunidade Vida e Paz, é preciso dar passos firmes no sentido de “criar um sistema de informações partilhado” entre os vários intervenientes que permita quantificar, identificar e perceber a origem de cada um dos casos de pessoas que estão em situação de sem-abrigo. É igualmente urgente “criar uma bolsa nacional de habitações sociais” que permita encontrar soluções para todos os que procuram abrigo.

Além disso, urge adotar “uma resposta multidisciplinar” capaz de encontrar uma solução adequada para os diferentes casos identificados, com o envolvimento de técnicos do ministérios da Saúde e da Justiça e, sobretudo, especialistas em saúde mental, uma debilidade que continua por resolver, explica.

Ainda assim, e lembrando que há um caminho muito longo a percorrer, os dois responsáveis acreditam que é possível reduzir significativamente este drama até 2023, como definiu Marcelo. “É completamente possível”, assegura Rogério Figueira. “Sim, é possível. Podemos chegar a 2023 dizendo que não temos ninguém na rua por falta de condições técnicas para as receber. Não é um ato de fé bacoco“, concorda Henrique Joaquim.
OBSERVADOR, 18 Abril 2017

domingo, 16 de abril de 2017

CELEIROS DA CIDADE


CELEIROS DA CIDADE


Funcionaram onde agora está o Palácio da Justiça 




No longínquo ano de 1331, no rei­nado de D. Afonso IV, a chama­da Muralha Fernandina ainda não existia. Só começaria a ser construída em 1336, cinco anos depois.

Quem, por aqueles recuados tempos, saísse do velho burgo, alcandorado no mor­ro da Penaventosa, em torno do imponente edifício da catedral, e tomasse o rumo de Braga, de Guimarães ou de Barcelos, achava-se no meio de campos e montes, sulca­dos por caminhos vicinais.

A Rua do Souto, por exemplo, denuncia a existência, por aqueles sítios, em tempos muito recuados, de densos soutos de carva­lhos e de castanheiros. O que mais se via eram enormes extensões de terras cobertas de viçosas hortas, laranjais, carvalheiras e oliveiras.

No cimo da colina da Vitória, no lado oposto à da Penaventosa, ficava o monte ou campo do Olival. Abrangia um enorme es­paço que, tomando como comparação a to­ponímia atual, compreenderia, hoje, o Cam­po dos Mártires da Pátria, o Carmo, a Praça de Carlos Alberto, o largo do Moinho de Vento e a Rua das Oliveiras. Este topónimo é, aliás, a única memória desses velhos tem­pos.

Desde 1120, ano em que D. Teresa fez doação ao bispo D. Hugo e seus sucessores do couto do Porto, que o vasto campo do Olival era propriedade da mitra. Mas em 1331, governando a diocese o bispo D. Vas­co Martins, a Câmara do Porto conseguiu fi­car na posse do campo do Olival, para o transformar em logradouro público.

O bispo cedeu mas impôs uma cláusula: no Olival, a Câmara não podia autorizar que se fizesse feira; não podia consentir a instalação de uma cordoaria; nem dar pa­recer para a construção de igreja; nem de matadouro. Pois, mas só matadouro é que não houve...

Não sabemos se, logo após ter tomado posse do campo do Olival, a Câmara o transformou, como aliás pretendia, em lo­gradouro público da cidade. O que sabemos é que, meia dúzia de anos depois, o campo propriamente dito foi cortado, no sentido nascente poente, pela muralha que D. Afon­so IV iniciou em 1336 e cuja construção só terminou, quarenta anos depois, em 1376, no reinado de D. Fernando.

A alteração do nome de campo do Olival para Cordoaria ocorreu em 1661, quando para ali se transferiram os cordoeiros que trabalhavam, em condições muito precá­rias, naquela que, depois, ficou conhecida por Rua da Cordoaria Velha, que é hoje a Rua de Francisco da Rocha Soares. E à cordoaria do campo do Olival chamavam, natural­mente, Cordoaria Nova.

Em 1788, ao falar da Cordoaria Nova, na sua "Descrição Topográfica e Histórica do Porto", o padre Agostinho Rebelo da Cos­ta diz que ela se situava a norte "da cape­la do Calvário Novo, do Hospício de San­to António e dos celeiros onde se aloja o Regimento". Que celeiros seriam estes? - quisemos saber. E não foi difícil encontrar a resposta.

Existiram, efetivamente, desde tempos antigos, na parte poente do antigo campo do Olival, ou da Cordoaria Nova, se pre­ferirem, "junto à rampa que desce para as Virtudes" os celeiros públicos da cidade, onde se arrecadavam os cereais que se destinavam a ser moídos para que da fa­rinha daí resultante se fizesse o pão para abastecimento da cidade.

Aquela "rampa das Virtudes" é a atual Rua do Dr. António de Sousa Macedo que, anteriormente, se chamava Travessa do Calvário, por ir desembocar defronte da capela do Senhor do Calvário que em tempos ali existiu.

Os celeiros ocupavam vários barra­cões, cada um deles de grandes dimen­sões. Posteriormente, vieram a servir de quartel à Companhia de Infantaria do Porto e a um destacamento do Regimen­to de Cavalaria da Guarda Real da Policia. Tudo isto faz sentido, se tivermos em con­ta que o velho campo do Olival servia, por essas alturas, muitas vezes, de palco para paradas e exercícios militares, o mais célebre dos quais se realizou em 1757.

Um folheto da época descreve "um exercício militar em que as tropas de sua majestade fidelíssima (era o rei D. José) aquarteladas na cidade do Porto, aplau­diram os anos do mesmo Senhor, nos dias 5 e 6 de Junho". Um exercício, por­tanto, de regozijo pelo aniversário do rei.

Em 1820, parte dos barracões foi adap­tada para neles se instalar o Hospital Mi­litar que, desde as invasões francesas, e até àquele ano havia funcionado no edi­fício do mosteiro dos monges benediti­nos, na Rua de S. Bento da Vitória.

No dia 19 de março de 1832, quatro me­ses antes da entrada no Porto de D. Pedro IV, um incêndio destruiu totalmente os barracões do Celeiro Público e onde, à data, se encontravam aquarteladas as re­feridas Companhia de Infantaria e Regi­mento de Cavalaria.


História do Mercado do Anjo 


No antigo sítio do Olival, além dos celeiros e do Mercado do Peixe, houve outro mercado, o do Anjo (foto), que durou, pratica­mente, até aos nossos dias. Situava-se no espa­ço hoje ocupado pelo cen­tro comercial Clérigos. Abriu em 1839, no sitio que antes havia sido ocu­pado pelo Recolhimento do Anjo, extinto em 1832, e do qual adotou o nome. Com exceção do peixe, vendia-se neste mercado toda a sorte de produtos, nomeadamente legumes, frutas e pão. Ficaram cé­lebres as bancas de cer­tas vendedeiras, nomea­damente as da Maria In­glesa, da Faneca, da Cora­da e da Maria Pequena, junto das quais se junta­vam os estudantes da vi­zinha Academia que lhes dirigiam piropos, compa­rando a cor dos lábios de­las à dos morangos que vendiam.

João Chagas é o nome oficiai do jardim da Cordoaria
JORNAL DE NOTÍCIAS, 16 ABRIL,2017

sábado, 15 de abril de 2017

100 ANOS DE FÁTIMA | HENRIQUE RAPOSO - PADRE ANSELMO BORGES




 



PEREGRINAÇÃO O colunista do Expresso parte de uma peregrinação a Fátima para falar do culto e importância de Maria


Henrique Raposo


Maria


Quando era gaiato ia a Fátima com a minha madrinha, Maria. Eram excursões organizadas pelas Viagens Coelho. O sr. Coelho aparecia no bairro com um autocarro com bancos de napa e tubos de escape checoslovacos, e lá íamos nós a caminho de Sesimbra, Foz do Arelho, Nazaré ou Fátima. No santuário lembro-me do cheiro familiar das velas. Nessa época era normal ficarmos sem luz; tínhamos sempre à mão velas e candeeiros de petróleo. Velas e petróleo ardendo devagar são ainda hoje dois cheiros que abrem autoestradas na minha memória, fazem parte da mobília afetiva dos anos 80. Ver pessoas de joelhos é que não fazia parte da mobília. Maria, a minha Maria, também se ajoelhava no santuário. Muitos anos mais tarde, quando comecei a tomar consciência das coisas, encontrei um enorme ponto de interrogação nesta memória: como é que Maria e outras alentejanas lá do bairro tinham tanta devoção por Nossa Senhora? Há um abismo entre a cultura alentejana popular e o cristianismo. Como qualquer família normal do Alentejo, a minha família não ia nem vai à missa, não lia nem lê a Bíblia; muitos tios e primos casaram-se na Igreja porque sim, porque ficava bem nas fotos; alguns (como eu) foram batizados de forma burocrática; era como ir ao registo civil ou à repartição de finanças. Maria não tinha e não tem o hábito de ir à missa, não conhecia e não conhece a Bíblia, praticava e pratica as benzeduras e superstições pagãs que vêm dos confins do tempo (o azeite na água para tirar o mau-olhado). No cemitério, porém, ela reza o Pai Nosso e a Ave Maria junto da campa dos meus avós. Como milhares de outras mulheres portugueses, sobretudo alentejanas, Maria é uma mistura entre a herança pagã e a herança cristã. É nesta fronteira híbrida que entra o culto por Nossa Senhora e por Fátima.


FOTO ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

A caminhada


É por isto que há dias estava ansioso pelo meu retiro jesuítico que incluía uma caminhada até Fátima. Estava à espera que esta caminhada funcionasse como ponto de reencontro com o marianismo da minha madrinha. Sucede que a caminhada foi uma desilusão. Quando cheguei ao santuário, não senti aquele temor perante Deus, não senti o abraço do Senhor, como tantas vezes sucede numa missa normalíssima ali no Cupav, na Praça de Londres ou nos Olivais, em Coimbra. Não acreditava e continuo sem acreditar em Fátima. Aliás, senti-me e sinto-me um pouco protestante no meio do povo mariano que leva o culto de Nossa Senhora até ao nível da idolatria autónoma em relação ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Nos gestos, nos desabafos, nos sacrifícios, este marianismo é um culto que transforma Nossa Senhora numa deusa com uma autoridade semelhante ou mesmo superior a Cristo. Toda a gente conhece pessoas assim, pessoas que dizem “Nossa Senhora é que é”, pessoas que pedem aos padres em Fátima para que a missa seja curtinha, porque o importante é rezar o terço na capelinha. Se tivermos uma fé blindada pela Bíblia, é impossível não ficarmos incomodados com esta idolatria mariana que secundariza as Sagradas Escrituras e que transforma a Santíssima Trindade numa figurante. De resto, a Igreja tem alertado contra estes excessos que divinizam uma Nossa Senhora sem relação com a figura bíblica de Maria.


O marianismo hiperbólico e a Bíblia

Este marianismo hiperbólico não resiste a dois minutos de Bíblia. O Novo Testamento é claro na ideia de que apenas Jesus Cristo é mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2, 5). A própria Maria é clara a esse respeito. Nas bodas de Canaã, ela diz “façam o que Ele vos disser” (Jo 2, 5); no célebre ‘Magnificat’, volta a ser inequívoca: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva” (Lc 1, 47-48). Maria nem é deusa nem intermediária da nossa relação com Deus, é apenas um ser humano especial, talvez o mais especial de todos, mas é só um ser humano. Maria é uma ponte para Jesus e Deus, é um meio, não um fim em si mesmo. Nós não nos salvamos através de Maria, salvamo-nos através de Cristo; devemos rezar com Maria, não devemos rezar para Maria. Uma sensibilidade mariana que não tenha isto em mente acaba por gerar uma fé desordenada ou uma mera superstição. Quantas das velas acesas no 13 de maio têm este rigor cristão em mente?


O meu desapego em relação a Fátima continuou na irritação perante o tal pagamento de promessas — um ritual que parte do pressuposto de que Maria mete cunhas na secretária de Deus ou que ela própria é esse Deus burocrático a quem se pode pedir uma cunha. Este pagamento de promessas revela na verdade uma fé à beira da transação comercial. O filho da senhora Joaquina cai no desemprego, a senhora Joaquina pede a Nossa Senhora um emprego novo para o filho, o filho consegue novo emprego graças aos esforço de um empreendedor, mas a senhora Joaquina faz caminhada até Fátima para pagar o alegado favor divino de Nossa Senhora. A filha da senhora Natércia cai na doença, a senhora Natércia pede a cura da filha a Nossa Senhora, os médicos salvam a filha mas Natércia faz a caminhada até Fátima para pagar a promessa a Nossa Senhora. Esta é uma visão material que transforma a transcendência num centro de emprego, num hospital, ou num multibanco com acesso à conta bancária do verdadeiro Dono Disto Tudo. É uma fé que não procura imitar Cristo no dia a dia, é uma fé que só se lembra de Santa Bárbara quando troveja; em consequência, cai na mera transação pagã: se Tu me deres isto, eu faço uma reza e uma caminhada por Ti. Como diz Thomas Halik, este tipo de crente é muito parecido com o ateu, porque exige uma prova material da existência de Deus: o favor depois das bolhas nos pés e do sangue nos joelhos.


Maria é uma ponte para Jesus e Deus, é um meio, não um fim em si mesmo. Nós não nos salvamos através de Maria, salvamo-nos através de Cristo


Saí do santuário ensopado em suor e enleado numa absoluta separação em relação ao marianismo da minha Maria. Num ou noutro momento mais talibanístico, passou-me pela cabeça que se devia fechar o santuário, até porque não aceito a ideia que temos de “respeitar Fátima” só porque estas pessoas são “populares”, “pobres”, “incultas”, “analfabetas” e que, por isso, só compreendem esta fé popular e ainda paganizada. Este discurso está ensopada em paternalismo — é o ethos snobe em versão teológica. Toda a gente pode chegar à Bíblia. E o dever do clero e dos leigos mais ou menos instruídos é evangelizar, é seguir o exemplo de São Paulo, que até chegou a recomendar repreensões em caso de necessidade: “proclama a palavra, insiste em tempo propício e fora dele, convence, repreende” (2 Tm 4, 2). Em nome de Cristo e da Bíblia, é preciso repreender quem faz do marianismo um culto à parte. É preciso recordar com clareza o Concílio Vaticano II: “A Igreja não hesita em sublinhar o papel secundário de Maria, nenhum ser pode ser equiparável à Palavra Encarnada e Redentor”.


Igreja não é seminário teológico


A questão é que este instinto talibanístico e literal também não é caminho. É o caminho errado do fariseu, do inquisidor, da ditadura calvinista de Genebra. Se fechássemos tudo aquilo que não é bacteriologicamente puro, então também teríamos de fechar ou destruir a belíssima Catedral de Chartres (França), que foi construída para a glória de Maria, não de Jesus. Como escreveu Richard John Neuhaus, até o mais radical dos protestantes terá de reconhecer que seria uma barbárie destruir Chartres. Além disso, a Igreja não pode ser um seminário teológico de elite. Entre um mundo caótico, confuso e impreciso com fenómenos impuros do ponto de vista bíblico (Fátima, Lourdes, Medugorje e Chartres) e um mundo arrumadinho e literal, prefiro o primeiro. É que este caos popular revela vida e, acima de tudo, revela um desejo de Deus. Sim, um desejo de Deus à espera de verdadeira evangelização. A semente está lá. É uma centelha que não depende de leituras ou missas, está entranhada na nossa natureza. Mas não há ali em Fátima um resto ou rasto pagãos? Sem dúvida. Sucede que esse lastro histórico e pagão é quase impossível de apagar na totalidade, porque cada povo tem a sua história, o seu lastro relativo e por vezes relativista. A Igreja não deve censurar ou apagar esse lastro; deve, isso sim, filtrá-lo através do Evangelho. É preferível um santuário cheio de marianistas que não leem a Bíblia do que ter um santuário vazio, destruído ou inexistente. O segundo cenário é um poço cínico sem fundo. O primeiro cenário permite o desejo de João Paulo II: “evangelizar a fé popular”. E assim volto à minha Maria. O caldeirão religioso desta alentejana que me criou (o Pai Nosso misturado com a benzedura pagã) revela uma pessoa religiosa e à procura da transcendência. Como não teve educação religiosa, ela avançou sozinha e sem mediação. Sem clero e sobretudo sem Bíblia, avançou à procura da sua fé sem qualquer pretensão de autonomia. Ela queria apenas sobreviver enquanto ser moral. Maria não era nem é profundamente cristã, mas era e continua a ser profundamente religiosa. Portanto, não tenho o direito de lhe recusar o conforto criado por Fátima. O meu dever passa por filtrar essa pulsão popular, passa por lhe oferecer uma Bíblia, livro que nunca entrou em sua casa; passa por lhe explicar o ritual da missa, etc., etc. O meu dever passa ainda por compreender um ponto que muitas vezes é esquecido pela elite: quando se diz que estas pessoas são “humildes”, estamos mesmo a falar de humildade, aliás, estamos a falar de uma constante autodepreciação. Criticando o santuário e aquele povo, muitos perguntam “ah, mas porque é que estas pessoas não falam diretamente com Deus?”. A resposta é que Maria e as outras Marias que enchem o santuário são tão humildes que nem lhes passa pela cabeça que podem falar diretamente com Deus. Se as patroas das casas onde trabalham como criadas continuam a tratá-las como seres invisíveis, porque é que Deus haveria de falar com elas? Esta humildade é ainda visível na sua relação com a liturgia. Devido à minha pressão, Maria já vai à missa de vez em quando e até diz “que sente lá uma calma que não sente em mais lado nenhum”; no entanto, ainda não vai à igreja com regularidade porque tem vergonha, porque “não sabe dizer tudo”. Não ter humildade para compreender esta modéstia popular não revela apenas snobeira, revela sobretudo desprezo pelo primeiro ensinamento de Jesus: coloca-te nos pés do miserável.


Maria como o primeiro dos apóstolos


Deve ainda dizer-se que a devoção mariana nos recorda uma lição bíblica que foi esquecida pela alegada superioridade bíblica dos protestantes: Maria é uma figura central no Evangelho, tão ou mais importante do que os apóstolos; pode dizer-se que Maria foi o primeiro apóstolo. Convém, pois, perceber um ponto central nesta polémica mariana: se é verdade que existe um excesso mariano em diversos sectores católicos, também é verdade que existe um défice mariano no protestantismo; défice, esse, que empobrece o imaginário dos meus amigos protestantes.


Este caos popular revela vida e, acima de tudo, revela um desejo de Deus. Sim, um desejo de Deus à espera de verdadeira evangelização


Maria é talvez a grande porta de acesso bíblica à grandeza de Jesus. Para começar, ela é a ponte entre o Antigo e o Novo Testamento. Maria é anunciada em Génesis e sobretudo em Isaías: “Por isso, o Senhor por sua conta e risco vos dará um sinal. Olhai: a jovem está grávida e vai dar à luz um filho e há de pôr-lhe o nome de Emanuel” (Is 7,14). Neste sentido, Maria pode ser vista como a nova Arca da Aliança, uma arca encarnada até porque recebe não a palavra em pedra mas a Palavra Encarnada. Maria é o palco da derradeira e mais afinada revelação de Deus, é o ponto de contacto entre o tempo da eternidade e o nosso tempo histórico: em Maria, Deus deixa de ser uma ideia platónica e passa a ser uma realidade encarnada e histórica. Não se pense porém que Maria é um portal passivo da vontade de Deus (um erro dos protestantes). O livre arbítrio de Maria foi decisivo no advento do cristianismo; o seu “sim” a Gabriel até pode ser visto como o primeiro momento histórico do cristianismo. Quando é confrontada com a vontade de Deus, quando Gabriel lhe anuncia que ela é a escolhida por Deus para ser a mãe do profetizado Emanuel, há ali uns segundos de suspense. Sim, ela pode responder com um “não”. Mas, num momento decisivo de fé, ela aceita aquele novo “absurdo” abraâmico ou kierkegaardiano, ou seja, dá um passo de fé em liberdade e em consciência. “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc, 1, 38). Ela nunca é coagida por Deus ou Gabriel. Há até quem diga que a tradução devia ser “eu desejo que assim seja feito”, o que reforça a liberdade corajosa de Maria perante um desafio que só podia causar pavor. Gabriel, recorde-se, começa a conversa com “Maria, não temas”. Maria é assim um símbolo da fé tal como ela deve ser: um ato livre de qualquer coação ou predestinação; com a grandeza e a tragédia que isso implica, nós fomos criados por Deus para o livre arbítrio. Por outras palavras, o advento de Cristo começa num ato de liberdade de uma mulher. Numa época em que tanto se fala no papel das mulheres, isto não é um pormenor.


A coragem de Maria


A importância de Maria é reforçada pelo seu conhecimento bíblico. O Cântico de Maria (‘Magnificat’), por exemplo, é inspirado no Cântico de Ana do Primeiro Livro de Samuel. A par do conhecimento bíblico, devemos destacar a coragem de Maria. É ela que está junto de Jesus no momento da sua morte; antes de morrer, Jesus diz para João: “Eis a tua mãe” (Jo 19, 27). É Jesus que diz ao discípulo que Maria é a casa de Deus na terra. A coragem mariana volta a ser evidente quando se percebe que é ela que reúne os amedrontados apóstolos no Pentecostes. Maria é a mãe da evangelização.


A Igreja não deve censurar esse lastro; deve filtrá-lo através do Evangelho. É preferível um santuário cheio de marianistas que não leem a Bíblia do que ter um santuário vazio


E a palavra certa é mesmo coragem, até porque esta coragem mariana é o que melhor define a minha Maria e as milhares de outras Marias que enchem as nossas estradas e o santuário de Fátima durante o ano inteiro. Elas têm a coragem necessária para ter esperança, que, como dizia Péguy, é a mais difícil das virtudes cristãs. A caridade e a fé podem ser postiças, a esperança não, a esperança é sempre uma ação concreta. Estas Marias cuidam dos filhos, tratam de irmãos bêbados que odeiam, cuidam dos netos no desemprego dos filhos, cuidam dos maridos, muitos com Parkinson e Alzheimer, ainda trabalham como criadas, comem o pão que o Diabo amassou, são o carro vassoura da sociedade inteira, mas continuam a ter esperança, continuam a fazer as suas caminhadas até Nossa Senhora, não desistem da ideia de que existe “qualquer coisa lá em cima”. Foi isto, aliás, que Maria sempre me ensinou: “Ó filho, tem de haver qualquer coisa lá em cima”. É verdade, há qualquer coisa.


Agora a bola está no meu campo, agora só tenho de levá-la ao sítio certo, só tenho de conduzi-la ao local com a melhor vista sobre “aquela coisa lá em cima”.



Jornal Expresso SEMANÁRIO#2320 - 14 de Abril de 2017





ENTREVISTA


ANSELMO BORGES Padre da Sociedade Missionária Portuguesa


“É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima”




Texto Christiana Martins Foto António Pedro Ferreira



Decidiu ser padre aos 19 anos porque a morte o inquietava. Ainda pensa na finitude, mas diz que “a única porta de salvação para uma vida eterna” foi Jesus quem lha abriu. Entrou há 50 anos, ao ser ordenado pelo cardeal Cerejeira. Nunca deixou a Igreja mas arrepiou caminho e escolheu a via da crítica ativa. Professor universitário em Coimbra, lança um novo livro — “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” —, prefaciado por Artur Santos Silva e, a partir da próxima semana, vai andar pelo país a apresentá-lo, na presença de pessoas tão diferentes como Ramalho Eanes, Frederico Lourenço, Pedro Mexia, Pedro Rangel, Maria de Belém, Carlos Fiolhais ou Isabel Allegro de Magalhães.


No seu livro levanta questões mais comuns ao discurso de não católicos. Ainda se revê na Igreja?


Pertenço por convicção à Igreja Católica e procurei ser leal, mas há duas questões fundamentais. A primeira é que Deus é amor. A outra tentativa de definir Deus surge no Evangelho segundo São João: no princípio era o logos, a razão, e Deus é razão. Para mim, se Deus é razão, devemos estar na Igreja com dimensão crítica. E se a fé não deriva da razão, à maneira das ciências matemáticas, para ser humana, não a pode contradizer.


O livro é um alerta para situações com as quais não concorda?


Exatamente. Há uma crítica para dentro da Igreja, seguindo alertas que vêm do Papa Francisco. Porque este Papa é cristão no sentido mais radical, não é apenas batizado, ele segue Jesus. E quando olhamos para a Igreja, nem sempre vemos um verdadeiro discipulado de Jesus. Assistimos a uma hierarquia que frequentemente vive na ostentação, que não se bate pelos direitos humanos, que têm de ser praticados dentro da Igreja. Depois do Concílio Vaticano II, a primavera da Igreja, veio o inverno, que teve uma expressão dramática na condenação de teólogos.


Francisco trouxe uma nova primavera?


As pessoas gostam dele, ele faz o que Jesus fazia, é amor.


Mas basta? Jesus provocou ruturas. E o Papa Francisco?


Jesus opôs-se à religião estabelecida, foi crucificado por ter sido condenado, em primeiro lugar, pela religião oficial. Foi condenado como blasfemo e subversivo. E o Papa Francisco, se não tivesse operado ruturas, não tinha tanta oposição de alguns cardeais.


A oposição existe em Portugal?


O que mais noto aqui é que o Papa Francisco não está vivo e operante, em primeiro lugar, na hierarquia católica. Diria até que há mais simpatia para com ele fora da Igreja.


No livro diz que a Igreja portuguesa parece paralisada. O que Francisco pode provocar em Fátima?


Fátima é um caso muito especial de religiosidade. A Igreja oficial tenta enquadrar Fátima, mas as pessoas vão lá com uma devoção particular.


A mãe de Jesus surgiu em Fátima?


Posso ser um bom católico e não acreditar em Fátima porque não é um dogma. Não me repugna, contudo, que as crianças, os chamados três pastorinhos, tenham tido uma experiência religiosa, mas à maneira das crianças e dentro dos esquemas religiosos da altura. É preciso também distinguir aparições de visões. É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima. Uma aparição é algo objetivo. Uma experiência religiosa interior é outra realidade, é uma visão, o que não significa necessariamente um delírio, mas é subjetivo. É preciso fazer esta distinção. E por isso digo que é necessário evangelizar Fátima, ou seja, trazer uma notícia boa. Porque mesmo para aquelas crianças, aquela não foi uma notícia boa: que mãe mostraria o inferno a uma criança?


“Quando olhamos para a Igreja, assistimos a uma hierarquia que vive na ostentação, que não se bate pelos direitos humanos”


Que boa notícia seria essa?


Já não se veem pessoas a arrastarem-se e a sangrarem.


Não foram os portugueses que se modernizaram?


Sim, felizmente.


Porque é que o Papa vem a Fátima?


Em primeiro lugar, porque é profundamente devoto de Maria. Sabe porque há tanta devoção a Maria na Igreja? Porque a presença feminina é muito reduzida. As mulheres têm de gostar de Jesus — mesmo que se deem mal com a Igreja oficial e têm razões para isso — porque ele teve mulheres como discípulas e foi uma figura central da emancipação feminina, embora a Igreja seja completamente masculina — Pai, Filho e Espírito Santo — e uma menina faça a socialização religiosa sempre no masculino.


O que dirá o Papa em Fátima?


Estou convicto de que fará um discurso de dimensão mundial, um grande apelo à paz. Deverá apelar ao diálogo inter-religioso e a que católicos pratiquem o Evangelho.


Ficará triste com o comércio?


Qualquer pessoa fica. São, outra vez, os vendilhões do templo, o pior da religião.


Voltando às mulheres e às ruturas: até onde o Papa poderá ir?

O Papa criou um grupo para estudar a possibilidade de as mulheres serem diaconisas, o que causou um grande abalo. Ele herdou uma Igreja profundamente hierarquizada e tem de pisar o terreno com cuidado, o que tem feito com coragem. É jesuíta e sabe o que significa o poder e a eficácia. Não pode causar um cisma.


O que será mais fácil: ordenar mulheres ou homens casados?


Homens casados porque a Igreja é misógina! É a última instituição, verdadeiramente global, que é machista. É também a última monarquia absoluta. Acredito que ainda veremos o Papa Francisco ordenar homens casados, mas também terá de resolver o problema da participação dos leigos e o problema das mulheres. O celibato é uma questão de bom senso, temos de ser pragmáticos. Não há padres suficientes e há leigos, casados, que, ordenados, exerceriam um excelente papel como coordenadores das comunidades cristãs. No primeiro milénio da Igreja não havia celibato. Aquilo que hoje constitui escândalo não o é, se olharmos a origem.


“Não se percebe porque um bispo, mesmo que incompetente, fique para sempre”



Qual é a sexualidade dos padres? Podem ser homossexuais?


A Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade e, por isso, sou partidário do fim ao celibato obrigatório. À frente das comunidades é possível ter leigos, que podem ficar durante um período limitado. Não se percebe porque um bispo, mesmo que incompetente, fique para sempre. Alguns vão sempre optar pelo celibato, serão os coordenadores dos coordenadores. Mas serão muito poucos. É preciso acabar com as vidas duplas.


E a sexualidade dos padres?


Está estudado, se há na população cerca de 8% de homossexuais, na Igreja deverá ser um pouco mais porque muitos entraram no contexto de repressão da sexualidade, para tentarem resolver um problema, mas não vejo razão para serem excluídos. E se assumiram o compromisso da castidade, devem segui-lo como os outros.


O Papa Francisco trouxe mais transparência?

Já não é possível esconder a realidade e o Papa chama as coisas pelos nomes. O Evangelho diz que a verdade libertar-nos-á.


Já foi chamado à atenção pela hierarquia por defender estas posições?

Já tive problemas, hoje não.


Desistiram de si?


Não gostavam do que eu dizia, mas eu também não gosto do que dizem.


Poderia ter tido uma carreira diferente? Não foi bispo.


Nunca quis, aliás, se quisesse, não podia ser livre, e esse é o problema a que o Papa tanto se opõe, o carreirismo. O único pecado que tenho é o de não ser suficientemente cristão, talvez não dê suficiente atenção às pessoas. O resto, pensar de maneira diferente? Ainda bem. Na Igreja tem de haver liberdade de pensar e interpretar.


O que sentiria se uma mulher lhe desse a eucaristia?

Comunguei das mãos de uma pastora anglicana em Londres. Não me causou inquietação.


Já deu a eucaristia a divorciados?


Mais do que isso. Um homem, uma figura pública que eu não conhecia, convidou-me para jantar e disse que iria casar-se no dia seguinte e queria que eu lhe abençoasse as alianças, porque não podia casar pela Igreja. Fui ao casamento, estive lá com eles.


Qual foi a primeira vez em que foi ao Vaticano?


Em 1967, havia ainda a ebulição do Vaticano II. Sou filho desta primavera.


O que sentiu?


Era muito jovem e senti um grande esplendor, mas também achei excessivo. Mas o que na Igreja sempre me preocupou mais foi a falta de liberdade para pensar.



Jornal Expresso SEMANÁRIO#2320 - 14 de Abril de 2017

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